
MINISTÉRIO DA CULTURA APRESENTA
OS IMIGRANTES, A MADEIRA E O MÓVEL
A história da imigração italiana é sobretudo uma história de trabalho e superação. Na bagagem que trouxeram da Europa havia apenas roupas, alguns utensílios, recordações e muita esperança.
As primeiras peças do mobiliário eram toscas, feitas a machado e facão, tal qual as moradias de então. A prática trouxe o aperfeiçoamento das técnicas, muitas delas Trazidas pelos artesãos que junto vieram.
O começo da produção de móveis em escala industrial começou somente meio século depois, na década de 1920, quando surgiram na região do município de Bento Gonçalves as primeiras empresas com produção sob encomenda. Nas três décadas subsequentes se ampliou a comercialização de móveis para outras regiões, firmando o Estado como um dos maiores produtores do Brasil.
A obra se divide em três partes: como era a indústria moveleira no Rio Grande do Sul na primeira metade do século XIX; como modificou-se com a chegada do imigrante italiano e por fim a memória empresarial, a história de homens e empresas que através dessa atividade industrial fomentaram o crescimento do estado e do Brasil.
A coleção Lavoro Italiano é composta por vários volumes e abrange a vitivinicultura, o transporte, a indústria metal mecânica e moveleira, setores que o trabalho do imigrante impulsionou, chegando a mudar o perfil socioeconômico das regiões onde estas atividades se consolidaram.
A FORÇA DA INDÚSTRIA MOVELEIRA
Se o início foi tímido e para suprir as necessidades familiares o setor hoje é responsável por milhares de empregos
O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de móveis e o maior da América Latina. São mais de 255 mil empregos diretos em mais de 18 mil empresas, que em 2021 tiveram um valor de produção estimado em aproximadamente R$ 78,1 bilhões (Abimóvel). Em relação ao mercado externo, o Brasil é o 28º maior exportador de móveis do mundo, com exportações de USD 1,03 bilhão em 2021.
O RS, por sua vez, é o segundo maior produtor de móveis do país. Conta com aproximadamente 2400 indústrias moveleiras gerando 37,4 mil empregos diretos. O Estado também é o segundo maior exportador de móveis do Brasil.
O faturamento do Rio Grande do Sul em 2021 foi de R$ 11,2 bilhões, crescimento nominal de 36,5% em relação a 2020. Já a geração de empregos em 2021 foi positiva em 7,6% na comparação com o início daquele ano, encerrando dezembro com um saldo positivo de 2.628 empregos diretos em comparação ao começo do mesmo ano.
O PLANO DA OBRA
O segundo volume da coleção Lavoro Italiano mostra o desenvolvimento da indústria moveleira a partir da força de trabalho do imigrante italiano.
O projeto Lavoro Italiano conta com o apoio de diversas entidades ligadas à indústria, ao comércio e à cultura italiana.
Memória Empresarial – O legado que os pioneiros e os imigrantes deixaram para os dias atuais vão muito além dos bens materiais. Muitas das empresas de hoje trazem no seu dia o DNA da imigração através dos valores que tem como alicerce principal o trabalho e a persistência.
DADOS TÉCNICOS
• 300 páginas
• Capa dura
• Miolo colorido em papel couchê 130g
• 21 x 28 cm
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Autor Luis H. Rocha

Luis H. Rocha é escritor, jornalista e publicitário, trazendo em sua bagagem mais de trinta anos como sócio da Rocha Marketing & Propaganda. Profissional autodidata, iniciou sua jornada na comunicação logo cedo, aos 12 anos, no Jornal de Rio Pardo, e aos 17 já fundava sua primeira revista na Serra Gaúcha. Ao longo de sua carreira, atuou como repórter, redator e editor em diversos jornais e revistas pelo Brasil.
No campo da pesquisa histórica, organizou e produziu a trilogia 150 Anos da Imigração Italiana no Rio Grande do Sul — uma obra monumental de 1.200 páginas, consagrada como o mais completo registro sobre o tema no país. É também autor da prestigiada Coleção Lavoro Italiano, que inclui os títulos Os Imigrantes, o Transporte e o Progresso (lançado também na Itália), Os Imigrantes, a Madeira e o Móvel e Os Imigrantes, o Metal e a Indústria. Em 2023, lançou na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), durante a 36ª Assembleia da entidade, o livro que celebra os 20 anos da Câmara Internacional da Indústria de Transportes (CIT). No ano seguinte, publicou O Legado dos Transportadores Gaúchos, resgatando a memória do setor no estado.
Sua transição para a ficção histórica e literatura de desenvolvimento pessoal é marcada por obras que cativam o leitor. É autor do livro O Caminho é a Bondade, e dos romances O Beato que Morreu na Porta do Céu — ficção ambientada na Rio Pardo do início do século XX — e O Revés do Tempo, que mergulha nas origens gaúchas com foco na imigração alemã. Para o segundo semestre de 2026, prepara o lançamento de seu mais novo romance histórico, A Maldade que Perdura – Os 4 Charruas.
Autores Convidados
ARI BRUNO LORANDI é jornalista, palestrante, consultor especialista em mercado moveleiro, diretor do Intelligence Group, proprietário da revista Móveis de Valor. Consultor sênior do Sebrae e coordenador de projetos de desenvolvimento de polos moveleiros.

JULIO POSENATO é reconhecido no meio acadêmico como “referência em arquitetura da imigração italiana no Brasil” e por ter viabilizado o turismo rural com sua obra “Caminhos de Pedra: projeto de resgate da herança cultural”. (www.posenato.com.br)

CATIA DAL MOLIN – Mestre em História Regional pela UPF – Passo Fundo, RS. Graduação e Especialização em História pelo Centro Universitário Franciscano, de Santa Maria. Foi professora no Departamento de Ciências Sociais e Humanas da UFSM.

MARINILSE CANDIDA MARINA é Doutora em História pela Universidade de Passo Fundo, RS, bolsista CNPq Pós-Doutorado em História junto a Unisinos e participa de grupos de pesquisa da PUCRS e da Unisinos. É autora de diversos livros e artigos.


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